quinta-feira, 17 de março de 2016

Protoiro não aceita as alterações propostas pelo PAN acerca da garraiada da queima das fitas

Coimbra, 15 mar (Lusa) – A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Protoiro) rejeitou hoje eventuais alterações à garraiada da Queima das Fitas de Coimbra, proposta pelo PAN, defendendo o que considerou “uma tradição viva” enraizada na academia e na sociedade.

“A garraiada é uma tradição viva e plenamente aceite pelos cidadãos em geral e pelos estudantes de Coimbra em particular”, disse hoje à agência Lusa Helder Milheiro, ativista das atividades taurinas e membro da comissão executiva da Protoiro.

Na segunda-feira, o partido Pessoas Animais Natureza (PAN) criticou a lide de animais jovens na praça de toiros da Figueira da Foz, integrada ano após ano no cartaz da Queima das Fitas dos estudantes da Universidade de Coimbra UC), a que se juntam os colegas das demais escolas superiores da cidade.

Em comunicado, o PAN saudou o “diálogo positivo e construtivo” encetado com o Conselho de Veteranos (CV) da academia de Coimbra, o qual admitiu que o programa da garraiada possa no futuro ser alterado para salvaguardar os direitos dos animais.

Não foram ainda tomadas decisões, mas o dux veteranorum João Luis de Jesus, que preside aos trabalhos do CV, disse na ocasião à Lusa que estão a ser ponderadas alterações ao programa a fim de responder “ao que a sociedade está a questionar” nas atividades tauromáquicas.

“A praça da Figueira tem sempre uma grande moldura humana” no dia do espetáculo taurino dos estudantes de Coimbra, adiantou Hélder Milheiro, realçando que importa ter em conta as opções de “muitos milhares” de pessoas que assistem à garraiada.

Na sua opinião, a iniciativa tem sido contestada “por um pequeno grupo da região que não representa a realidade” do país, já que os portugueses “estão bastante ligados ao espetáculo” com gado bovino bravo.

Em abono da sua posição sobre as atividades tauromáquicas integradas nas festas académicas, a Protoiro cita dados de um estudo de opinião realizado pela empresa Eurosondagem, em 2011.

“Um terço dos portugueses (32,7%) afirma-se aficionados, o que corresponde a mais de três milhões de pessoas”, disse Hélder Milheiro.Para o dirigente da Federação Portuguesa de Tauromaquia, importa ainda ter em conta que 86,1% dos portugueses “não defende qualquer proibição das corridas de toiros”.

Segundo a mesma sondagem, 32,8% dos cidadãos em Portugal não são aficionados “mas não aceitam que se retire a liberdade de escolha”, enquanto 20,6% “são indiferentes às touradas”.
“Apenas 11% são contra as touradas e defendem a sua proibição”, acentuou Hélder Milheiro.



PAN viu as suas propostas chumbadas no parlamento

O Partido dos Animais viu esta semana todas as suas iniciativas anti-cultura e anti-taurinas serem chumbadas pelo parlamento português, no âmbito da votação do orçamento de estado para 2016.

O PAN, através do seu deputado André Silva, pretendia discriminar o sector cultural da tauromaquia, propondo o aumento do IVA dos bilhetes dos espetáculos tauromáquicos da taxa intermédia (13%) para a taxa máxima (23%). Esta era uma medida completamente absurda e discriminatória que o parlamento chumbou.

O mesmo destino teve a medida discriminatória proposta pelo PAN para que os artistas tauromáquicos não tivessem direito à isenção de IVA como os restantes artistas das mais variadas áreas culturais.

O Parlamento Português foi uma vez mais muito lúcido e não admitiu as tentativas radicais e discriminatórias propostas pelo PAN, que atentavam contra os direitos e liberdades dos artistas tauromáquicos e do acesso dos cidadãos à cultura.

A Federação Portuguesa de Tauromaquia congratula-se com a atitude do parlamento de salvaguardar os direitos e liberdades dos portugueses contra os ataques deste partido radical.