Pega toiros desde 2007 e sempre no Aposento da Moita. Considera a sua eleição (por unanimidade) para a chefia do grupo como "um privilégio enorme e um desafio de grande dimensão" que aceitou "com grande alegria e determinação", chegando mesmo a admitir que "foi um golpe de sorte" que a vida lhe proporcionou.
Considera a corrida de 25 de Agosto como tendo "um significado enorme, para já por duas importantes razões: "É a minha estreia no Campo Pequeno como cabo do grupo, é na data próxima do grave acidente sofrido nessa praça pelo Nuno Mata (30 de Agosto de 2012) que tanto nos marcou…mas é também um significado enorme o facto de partilhar cartel com o Grupo de Santarém, por cujo passado centenário temos o maior respeito e admiração".
"É claro que não posso dissociar do significado desta corrida o facto de o seu cartel ser de primeiríssima qualidade, personificada não só nos nossos alternantes do grupo de Santarém, como nos cavaleiros em praça, os consagrados Antonio Ribeiro Telles e Luis Rouxinol e o Marcos Bastinhas, um jovem que está a construir, com muito valor, uma bonita carreira e, claro, o trapio dos toiros de Murteira Grave, uma ganadaria de renome mundial…todo isso tornam esta corrida especial", acrescenta.
Relativamente à competição com o grupo de Santarém, está "ciente da responsabilidade enorme que tal significa e da seriedade que uma competição desta natureza encerra", pelo que "o Aposento da Moita vai estar no seu nível mais elevado de concentração, motivação e responsabilidade".
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Os Murteira Grave para a corrida TV
Os toiros enviados para esta corrida, pelo ganadero Joaquim Murteira Grave, com uma variedade de pelagens extremamente sugestiva, têm como denominador comum um "trapío" impressionante e irrepreensível. São eles o "Gaturro" (2), "Esquilero" (6), "Montecristo" (20), "Cigarrero" (26), "Inquieto" (35) e o "Parasita" (67).
"O 'Gaturro', negro, bragado, listão, é um toiro que me toca particularmente, pelo seu tipo", diz-nos o Joaquim Grave que destaca nas características morfológicas deste toiro, o facto de ser "baixo, de cornos acapachados, onde é visível a sua ascendência 'Gamero Cívico'. Tem uma apresentação soberba. Um tipo de toiro que me habituei a ver cá em casa desde menino. Foi um toiro muito calmo até há cerca de um mês, altura em que arranjou aí uma espécie de contencioso com o número 20 e, desde então, ando sempre em sobressalto a ver se duram os dois até Lisboa…."
O "Esquilero" é um toiro castanho-escuro quase albardado, bisco do corno direito e "zurdo". "É bisneto da 'Saltarilla', uma das vacas da ganadaria Grave mais pontuadas de sempre e filho da 'Esquilera'. Foi sempre um animal tranquilo que nunca se meteu em brigas, o que para mim é um sinal de bravura. Para ser um animal totalmente perfeito, só lhe acrescentaria algumas sedas mais na cauda," refere o ganadero.
O "Montecristo" é um toiro preto, bragado corrido, axiblanco e lavado por detrás. Bem armado de córnea é levemente "tocado" e quase "cornidelantero". Para Joaquim Murteira Grave, trata-se de "um toiro fino" para o qual prevê uma investida "um pouco rebrincada, de grande mobilidade e que pode proporcionar uma lide espectacular". É um toiro descendente de um toiro Coimbra que seu pai, Joaquim Grave, fundador da ganadaria, "comprou a José Luis Sommer d'Andrade e que sempre ligou muito bem dentro da nossa ganadaria".
A pelagem do "Cigarrero", um "burraco", como que "faz as delícias de Joaquim Murteira Grave. "Pela pelagem é um dos meus preferidos" diz, destacando outras características morfológicas do seu gosto: "cara comprida, 'estrecho de sienes', córnea de grande simetria e, embora seja um bocadinho alto, tenho de reconhecer que está dentro dos parâmetros da sua linha genética". Acrescenta que se trata de um toiro "avesso a brigas no campo, que teve dois irmãos mansos mas, em contrapartida, tem quatro irmãs aprovadas em tenta".
O "Inquieto", um ensabanado salpicado de negro e capirote, "tocado" e aberto de cara é, no entender de Joaquim Murteira Grave, "um toiro com aspecto do século XIX, muito comprido e baixo como eu gosto de os ver. A sua mãe, quando foi tentada, teve nota máxima em trapío e é uma das mais bonitas da vacada". A sua expectativa quanto ao comportamento deste toiro em praça é grande pois "com a mistura de sangues que este animal tem, se cada um deles lhe der a sua melhor qualidade, então teremos um grande toiro, um toiro de grande mobilidade."
O "Parasita" é salgado, bragado corrido, "um toiro grande, para ultrapassar à vontade os 600 quilos e que tem um comportamento muito curioso. É grande amigo do 20 ("Montecristo"), sempre que o 2 ("Gaturro") o ataca, lá está para o defender. É um toiro muito sério que assusta só pelo volume," diz o ganadero sobre este toiro que considera bem armado de córnea e que procede de uma linha genética "que não é de meias tintas: é muito agressivo, mas de uma agressividade templada."
Fundada em 1958, esta ganadaria pasta na Herdade da Galeana e é uma das ganadarias portuguesas mais respeitadas nacional e internacionalmente, com prémios obtidos nas principais praças de Espanha e França, designadamente em Madrid, a praça onde lidou mais toiros: 336, seguida de Évora (335).
O seu efectivo é de 180 vacas de ventre e 14 sementais (entre "efectivos" e "reservistas").
Para lidar e pegar este imponente curro estarão em praça os cavaleiros António Ribeiro Telles, Luis Rouxinol e Marcos Bastinhas e os forcados amadores de Santarém e do Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por João Grave e José Maria Bettencourt que se estreiam no Campo Pequeno na chefia dos seus grupos.
"O 'Gaturro', negro, bragado, listão, é um toiro que me toca particularmente, pelo seu tipo", diz-nos o Joaquim Grave que destaca nas características morfológicas deste toiro, o facto de ser "baixo, de cornos acapachados, onde é visível a sua ascendência 'Gamero Cívico'. Tem uma apresentação soberba. Um tipo de toiro que me habituei a ver cá em casa desde menino. Foi um toiro muito calmo até há cerca de um mês, altura em que arranjou aí uma espécie de contencioso com o número 20 e, desde então, ando sempre em sobressalto a ver se duram os dois até Lisboa…."
O "Esquilero" é um toiro castanho-escuro quase albardado, bisco do corno direito e "zurdo". "É bisneto da 'Saltarilla', uma das vacas da ganadaria Grave mais pontuadas de sempre e filho da 'Esquilera'. Foi sempre um animal tranquilo que nunca se meteu em brigas, o que para mim é um sinal de bravura. Para ser um animal totalmente perfeito, só lhe acrescentaria algumas sedas mais na cauda," refere o ganadero.
O "Montecristo" é um toiro preto, bragado corrido, axiblanco e lavado por detrás. Bem armado de córnea é levemente "tocado" e quase "cornidelantero". Para Joaquim Murteira Grave, trata-se de "um toiro fino" para o qual prevê uma investida "um pouco rebrincada, de grande mobilidade e que pode proporcionar uma lide espectacular". É um toiro descendente de um toiro Coimbra que seu pai, Joaquim Grave, fundador da ganadaria, "comprou a José Luis Sommer d'Andrade e que sempre ligou muito bem dentro da nossa ganadaria".
A pelagem do "Cigarrero", um "burraco", como que "faz as delícias de Joaquim Murteira Grave. "Pela pelagem é um dos meus preferidos" diz, destacando outras características morfológicas do seu gosto: "cara comprida, 'estrecho de sienes', córnea de grande simetria e, embora seja um bocadinho alto, tenho de reconhecer que está dentro dos parâmetros da sua linha genética". Acrescenta que se trata de um toiro "avesso a brigas no campo, que teve dois irmãos mansos mas, em contrapartida, tem quatro irmãs aprovadas em tenta".
O "Inquieto", um ensabanado salpicado de negro e capirote, "tocado" e aberto de cara é, no entender de Joaquim Murteira Grave, "um toiro com aspecto do século XIX, muito comprido e baixo como eu gosto de os ver. A sua mãe, quando foi tentada, teve nota máxima em trapío e é uma das mais bonitas da vacada". A sua expectativa quanto ao comportamento deste toiro em praça é grande pois "com a mistura de sangues que este animal tem, se cada um deles lhe der a sua melhor qualidade, então teremos um grande toiro, um toiro de grande mobilidade."
O "Parasita" é salgado, bragado corrido, "um toiro grande, para ultrapassar à vontade os 600 quilos e que tem um comportamento muito curioso. É grande amigo do 20 ("Montecristo"), sempre que o 2 ("Gaturro") o ataca, lá está para o defender. É um toiro muito sério que assusta só pelo volume," diz o ganadero sobre este toiro que considera bem armado de córnea e que procede de uma linha genética "que não é de meias tintas: é muito agressivo, mas de uma agressividade templada."
Fundada em 1958, esta ganadaria pasta na Herdade da Galeana e é uma das ganadarias portuguesas mais respeitadas nacional e internacionalmente, com prémios obtidos nas principais praças de Espanha e França, designadamente em Madrid, a praça onde lidou mais toiros: 336, seguida de Évora (335).
O seu efectivo é de 180 vacas de ventre e 14 sementais (entre "efectivos" e "reservistas").
Para lidar e pegar este imponente curro estarão em praça os cavaleiros António Ribeiro Telles, Luis Rouxinol e Marcos Bastinhas e os forcados amadores de Santarém e do Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por João Grave e José Maria Bettencourt que se estreiam no Campo Pequeno na chefia dos seus grupos.
Sangre Ibérico na corrida TV
Constituindo um dos mais interessantes projectos musicais surgidos em Portugal nos últimos tempos, são fortemente influenciados pelo flamenco, e pelo fado. Unem Portugal e Espanha na transformação de fados, e de música tradicional portuguesa, em rumbas flamencas, para além de escolherem, e arranjarem temas originais, e também em castelhano.
Servidos por músicos de excelência, possuem um dos melhores guitarristas do género a tocar em Portugal, e uma voz única, numa mistura de rouquidão, sensibilidade, alma e timbre. Os "Sangre Ibérico" são nesta altura apontados como uma das maiores revelações da música portuguesa, tendo já assinado um contrato de 3 anos com uma das maiores editoras do mundo, a Sony Music, e esperam-se para breves novidades ao nível discográfico.
Formaram-se em 2014, inicialmente só com voz e guitarra, André Amaro, e Alexandre Pereira, Cajon. Deram o seu primeiro concerto a 5 de Julho de 2014 em Vila Franca de Xira. Em Setembro de 2015, conhecem o terceiro elemento, Paulo Maia, o guitarrista que procuravam, para dar o toque final ao projecto ambicionado.
Os 3 jovens têm idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos.
André Amaro, Voz e Guitarra, estranhamente só começa a cantar aos 20 anos, e foi a surpresa geral daqueles que inicialmente o escutaram, ficando desde logo impressionados com as qualidades vocais demonstradas. Sendo oriundo da Aldeia do Bispo (Sabugal, Guarda), sempre teve intenso contacto com a raia espanhola, o que se traduz agora num castelhano perfeito, que em muito beneficia as suas interpretações.
O Alexandre Pereira vem de Vila Franca de Xira, e o meio onde nasceu, e cresceu, despertaram-no para a música flamenca. Tendo desde muito novo começado a tocar, e a interessar-se pelo "Cajon", é hoje um dos mais interessantes executantes deste instrumento. O Paulo Maia foi o impulsionador da participação no "Got Talent Portugal", decisão que tem vindo a revelar-se a mais acertada que o grupo tomou, pois as intenções iniciais do Guitarrista eram, exactamente, as de poderem publicamente, e num programa de enorme visibilidade, mostrar o seu talento, o que veio a confirmar-se.
Paulo Maia é natural de Setúbal, e desde novo assistia a momentos musicais com indivíduos de raça cigana, aí começando o seu interesse, quer por este género musical, quer pela guitarra clássica. Acreditando no seu sonho, ruma a Barcelona para aprender a tocar o instrumento por que se apaixonara. Volta mais forte, mais capaz e sobretudo muito melhor executante.
E estes são, e assim se formaram os "Sangre Ibérico", provavelmente o melhor projecto musical surgido em Portugal nos últimos tempos!
A actuação dos "Sangre Ibérico" antecederá (21h45) a corrida na qual participam os cavaleiros António Telles, Luís Rouxinol e Marcos Bastinhas e os grupos de forcados amadores de Santarém e do Aposento da Moita capitaneados, respectivamente por João Grave e José Maria Bettencourt, que se estreiam no Campo Pequeno, na chefia dos respectivos grupos. Será lidado um imponente curro de toiros de Murteira Grave.
Servidos por músicos de excelência, possuem um dos melhores guitarristas do género a tocar em Portugal, e uma voz única, numa mistura de rouquidão, sensibilidade, alma e timbre. Os "Sangre Ibérico" são nesta altura apontados como uma das maiores revelações da música portuguesa, tendo já assinado um contrato de 3 anos com uma das maiores editoras do mundo, a Sony Music, e esperam-se para breves novidades ao nível discográfico.
Formaram-se em 2014, inicialmente só com voz e guitarra, André Amaro, e Alexandre Pereira, Cajon. Deram o seu primeiro concerto a 5 de Julho de 2014 em Vila Franca de Xira. Em Setembro de 2015, conhecem o terceiro elemento, Paulo Maia, o guitarrista que procuravam, para dar o toque final ao projecto ambicionado.
Os 3 jovens têm idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos.
André Amaro, Voz e Guitarra, estranhamente só começa a cantar aos 20 anos, e foi a surpresa geral daqueles que inicialmente o escutaram, ficando desde logo impressionados com as qualidades vocais demonstradas. Sendo oriundo da Aldeia do Bispo (Sabugal, Guarda), sempre teve intenso contacto com a raia espanhola, o que se traduz agora num castelhano perfeito, que em muito beneficia as suas interpretações.
O Alexandre Pereira vem de Vila Franca de Xira, e o meio onde nasceu, e cresceu, despertaram-no para a música flamenca. Tendo desde muito novo começado a tocar, e a interessar-se pelo "Cajon", é hoje um dos mais interessantes executantes deste instrumento. O Paulo Maia foi o impulsionador da participação no "Got Talent Portugal", decisão que tem vindo a revelar-se a mais acertada que o grupo tomou, pois as intenções iniciais do Guitarrista eram, exactamente, as de poderem publicamente, e num programa de enorme visibilidade, mostrar o seu talento, o que veio a confirmar-se.
Paulo Maia é natural de Setúbal, e desde novo assistia a momentos musicais com indivíduos de raça cigana, aí começando o seu interesse, quer por este género musical, quer pela guitarra clássica. Acreditando no seu sonho, ruma a Barcelona para aprender a tocar o instrumento por que se apaixonara. Volta mais forte, mais capaz e sobretudo muito melhor executante.
E estes são, e assim se formaram os "Sangre Ibérico", provavelmente o melhor projecto musical surgido em Portugal nos últimos tempos!
A actuação dos "Sangre Ibérico" antecederá (21h45) a corrida na qual participam os cavaleiros António Telles, Luís Rouxinol e Marcos Bastinhas e os grupos de forcados amadores de Santarém e do Aposento da Moita capitaneados, respectivamente por João Grave e José Maria Bettencourt, que se estreiam no Campo Pequeno, na chefia dos respectivos grupos. Será lidado um imponente curro de toiros de Murteira Grave.
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